Um clique na palavra "tráfego pago" no Google custava cerca de R$ 7 em junho de 2026, segundo levantamento da Nexus Growth. No Meta Ads, um clique no link de anúncio de serviço local sai entre R$ 0,80 e R$ 3,00, pela tabela da Intent Marketing para 2026. Olhando só isso, o Instagram parece três vezes mais barato.
Não é. E entender por que é o que separa quem gasta de quem investe.
A diferença não é o preço, é o momento
No Google, o anúncio aparece quando a pessoa digita o que você vende. "Dentista perto de mim", "internet fibra em Sergipe", "conserto de ar-condicionado". Quem clica já decidiu que precisa; falta escolher de quem comprar.
No Meta (Instagram e Facebook), o anúncio aparece no meio do rolar da tela, pra quem tem o perfil do seu cliente. A pessoa não estava procurando nada. Você interrompe, chama a atenção e cria a vontade.
| Google Ads | Meta Ads | |
|---|---|---|
| Momento | a pessoa está procurando | a pessoa está rolando o feed |
| Quem vê | quem digitou a palavra | quem tem o perfil escolhido |
| Custo do clique | mais alto | mais baixo |
| Qualidade do contato | mais quente | mais frio, precisa de aquecimento |
| Depende de | ter busca pelo seu produto | ter um criativo que pare o dedo |
Por isso o clique barato do Meta vira, muitas vezes, um contato mais caro. A mesma Intent Marketing coloca o custo por lead no Meta entre R$ 20 e R$ 60 em clínicas e R$ 40 a R$ 120 em advocacia. E no Google, em campanhas B2B, a Witu estima entre R$ 80 e R$ 250 por lead. Os dois números convivem, porque medem contatos de qualidade diferente.
A regra pra decidir o primeiro real
Faça uma pergunta só: as pessoas já pesquisam o que eu vendo?
- Sim, pesquisam. Serviço de urgência, busca local, produto conhecido, B2B. Comece no Google. O contato chega pronto e o custo é previsível desde a primeira semana.
- Não, ainda não pesquisam. Produto novo, oferta visual, lançamento, algo que a pessoa não sabe que precisa. Comece no Meta. Você precisa criar a demanda antes de colher.
- Não sei. Digite no Google as três palavras que descrevem seu produto e veja se aparecem anúncios de concorrente. Se aparecem, tem busca, e tem gente pagando por ela.
O que fazer com R$ 1.500 por mês
Orçamento pequeno pede um canal só nos primeiros 30 dias. Dividir R$ 1.500 em Google, Instagram e TikTok deixa cada campanha sem dado suficiente pra aprender, e você termina o mês sem saber o que funcionou.
Um roteiro que funciona:
- Mês 1: um canal, uma oferta, um destino. Google se tem busca, Meta se não tem. Todo clique cai no WhatsApp ou numa página com um botão só.
- Meça o custo por contato, não o clique. Quantas conversas chegaram e quanto custou cada uma. É o único número que importa nesse momento.
- Mês 2: segundo canal com o que sobrou de aprendizado. O anúncio que gerou contato no Google vira criativo no Meta, ou vice-versa.
- Mês 3: remarketing. Quem clicou e não fechou volta a ver você. É o clique mais barato e o contato mais quente que existe.
Os três erros que queimam orçamento pequeno
Mandar o clique pro perfil do Instagram. A pessoa cai no feed, rola três posts e vai embora. Anúncio manda pra conversa ou pra página com botão.
Trocar o anúncio a cada três dias. Campanha precisa de tempo pra aprender quem converte. Mexer antes de ter 30 a 50 contatos é reiniciar o aprendizado.
Olhar alcance e curtida. Nenhum dos dois paga boleto. Se o relatório da sua agência não traz custo por contato, peça outro relatório.
Resumindo
Google captura quem já quer. Meta cria quem ainda não sabia. Com orçamento pequeno, comece por um só, escolha pelo momento do seu cliente, meça o custo por contato e só depois abra o segundo canal. Quem faz isso em 90 dias sabe exatamente quanto custa um cliente novo, e a partir daí investir vira conta, não aposta.
Fontes: Nexus Growth, custo do Google Ads em 2026; Intent Marketing, tabela de custo do Meta Ads por objetivo em 2026; Witu, benchmarks de custo por lead B2B em 2026. Os valores são referência de mercado; o custo real varia por segmento, cidade e qualidade da campanha.
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