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Tráfego pago

Google Ads ou Meta Ads: por onde começar quando o orçamento é pequeno

A diferença real entre anunciar no Google e no Instagram, o que cada um custa no Brasil em 2026 e uma regra simples pra decidir onde colocar o primeiro real.

Por Anima Studio · 23 de setembro de 2026 · 4 min de leitura
Pessoa comparando anúncios do Google e do Instagram no celular

Um clique na palavra "tráfego pago" no Google custava cerca de R$ 7 em junho de 2026, segundo levantamento da Nexus Growth. No Meta Ads, um clique no link de anúncio de serviço local sai entre R$ 0,80 e R$ 3,00, pela tabela da Intent Marketing para 2026. Olhando só isso, o Instagram parece três vezes mais barato.

Não é. E entender por que é o que separa quem gasta de quem investe.

A diferença não é o preço, é o momento

No Google, o anúncio aparece quando a pessoa digita o que você vende. "Dentista perto de mim", "internet fibra em Sergipe", "conserto de ar-condicionado". Quem clica já decidiu que precisa; falta escolher de quem comprar.

No Meta (Instagram e Facebook), o anúncio aparece no meio do rolar da tela, pra quem tem o perfil do seu cliente. A pessoa não estava procurando nada. Você interrompe, chama a atenção e cria a vontade.

Google Ads Meta Ads
Momento a pessoa está procurando a pessoa está rolando o feed
Quem vê quem digitou a palavra quem tem o perfil escolhido
Custo do clique mais alto mais baixo
Qualidade do contato mais quente mais frio, precisa de aquecimento
Depende de ter busca pelo seu produto ter um criativo que pare o dedo

Por isso o clique barato do Meta vira, muitas vezes, um contato mais caro. A mesma Intent Marketing coloca o custo por lead no Meta entre R$ 20 e R$ 60 em clínicas e R$ 40 a R$ 120 em advocacia. E no Google, em campanhas B2B, a Witu estima entre R$ 80 e R$ 250 por lead. Os dois números convivem, porque medem contatos de qualidade diferente.

A regra pra decidir o primeiro real

Faça uma pergunta só: as pessoas já pesquisam o que eu vendo?

O que fazer com R$ 1.500 por mês

Orçamento pequeno pede um canal só nos primeiros 30 dias. Dividir R$ 1.500 em Google, Instagram e TikTok deixa cada campanha sem dado suficiente pra aprender, e você termina o mês sem saber o que funcionou.

Um roteiro que funciona:

  1. Mês 1: um canal, uma oferta, um destino. Google se tem busca, Meta se não tem. Todo clique cai no WhatsApp ou numa página com um botão só.
  2. Meça o custo por contato, não o clique. Quantas conversas chegaram e quanto custou cada uma. É o único número que importa nesse momento.
  3. Mês 2: segundo canal com o que sobrou de aprendizado. O anúncio que gerou contato no Google vira criativo no Meta, ou vice-versa.
  4. Mês 3: remarketing. Quem clicou e não fechou volta a ver você. É o clique mais barato e o contato mais quente que existe.

Os três erros que queimam orçamento pequeno

Mandar o clique pro perfil do Instagram. A pessoa cai no feed, rola três posts e vai embora. Anúncio manda pra conversa ou pra página com botão.

Trocar o anúncio a cada três dias. Campanha precisa de tempo pra aprender quem converte. Mexer antes de ter 30 a 50 contatos é reiniciar o aprendizado.

Olhar alcance e curtida. Nenhum dos dois paga boleto. Se o relatório da sua agência não traz custo por contato, peça outro relatório.

Resumindo

Google captura quem já quer. Meta cria quem ainda não sabia. Com orçamento pequeno, comece por um só, escolha pelo momento do seu cliente, meça o custo por contato e só depois abra o segundo canal. Quem faz isso em 90 dias sabe exatamente quanto custa um cliente novo, e a partir daí investir vira conta, não aposta.

Fontes: Nexus Growth, custo do Google Ads em 2026; Intent Marketing, tabela de custo do Meta Ads por objetivo em 2026; Witu, benchmarks de custo por lead B2B em 2026. Os valores são referência de mercado; o custo real varia por segmento, cidade e qualidade da campanha.

Quer saber qual canal começa primeiro no seu caso?

Manda o que você vende e em que cidade. A Anima responde com o canal, uma estimativa de custo por contato e o primeiro passo.

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